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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Desculpa


Desculpa, eu não te amo mais. Pra ser sincera, arrisco dizer que nunca te amei. Por alguns meses me prendi na ideia de finalmente ser amada do jeito que sempre quis, mas infelizmente nunca consegui retribuir de forma completamente recíproca o seu sentimento. Já era tempo de te libertar. 

Me sinto culpada por ter te usado por todo esse tempo. Mas por outro lado vou embora com a consciência limpa, certa de que nunca fiz nada para te machucar... Além de te deixar, claro. Mas partir seu coração assim de modo tão repentino foi um mal necessário. Necessário para mim e para você, ambos presos nesse não amor; provavelmente feito mesmo para não durar muito tempo. 

Preciso ser honesta. Confesso que nunca amei seu olhar, apenas o jeito que me olhava; nunca amei os seus braços ou seu peito, apenas o jeito que me segurava forte junto a ti. Eu amava a ideia de te ter, mas nunca gostei nem um pouco de ser possuída por você. Não acho que seja preciso citar porquês ou numerar motivos, pouco importa se meu pensamento o tempo todo estava em outra pessoa, nada muda o fato de que eu simplesmente fui incapaz de te amar.

Sim, você sempre foi muito bom para mim; isso é um fato inegável. Você foi compreensivo, carinhoso, me respeitou sempre e cuidou de mim da melhor forma que pôde. Sempre vou me lembrar disso. Você nunca causou problema, e eu te agradeço por isso. Os meses que passamos juntos foram pacíficos e por várias vezes eu realmente cheguei a pensar que te amava. Mas, pra falar a verdade, acho que eu nunca fui do tipo de pessoa que gosta de calmaria.

Do fundo do meu coração, te peço desculpas; mas não por não te amar. Me desculpa por ter sido covarde durante todo esse tempo e te prender no meu meio sentimento. Eu sei que você pode encontrar alguém que te ame muito, na mesma intensidade que você me amou. Você é uma pessoa fácil de amar; mas eu não sou de amar fácil.

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